Sistematização e o empobrocimento do processo
Muita gente já deve ter percebido que quanto mais maduro é um sistema, mais complexo ele é e em conseqüência disso mais ele engloba sobre o seu processo e menor é o grau necessário de conhecimento humano para operá-lo de forma correta.
Um exemplo clássico disso é o sistema do Imposto de Renda (IRPF), nessa versão de 2008 mais e mais cálculos, predisposições e assemelhados são automaticamente calculados pelo próprio sistema, creio que em poucos anos bastará informar o CNPJ da sua fonte pagadora e o próprio sistema se encarregará de fazer todo o resto do trabalho para você.
Isso é muito bom pelo lado da produtividade, sistemas já nesse estado de maturidade demandam de mão-de-obra humano menos especializada para operá-lo mas por outro lado perde-se um importante conhecimento sobre o processo para o qual aquele sistema foi projetado, desse modo empresas podem se complicar quando precisarem recodificar o sistema se a equipe original de desenvolvimento não estiver mais presente ou acessível, pois o usuário não mais conhecerá o processo e a equipe de desenvolvimento atual irá perder horas e mais horas fazendo engenharia reversa para enfim entender o processo e poder promover todas as alterações necessários ao sistema.
Assim quando for desenvolver um sistema, ainda mais em grau avançado de maturidade, é de suma importância adotar metodologias ágeis e confiáveis de documentação, pois essa ainda é a melhor forma de preservar seu processo e facilitar futuras alterações em seus sistemas.